O carnaval é um culto a satanás recheado do que lhe sacia e lhe dá prazer: As obras da carne

Por em 25 / fevereiro / 2017

Rev. Cloves Azevedo de Oliveira – Escritor da Inteligência Editorial

“As obras da carne são conhecidas e são: Prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já outrora vos preveni, que não herdarão o reino de Deus, os que tais coisas praticam” (Gl.5:19-20).

 

Desfiles das escolas de samba do Rio e de São Paulo. Carnaval em Salvador ao som dos trios elétricos com seus blocos tradicionais, Recife com seus conhecidos bonecos e o frevo. Assim, o Brasil pára para ver a grande festa. Nossa nação é conhecida no mundo todo como o país do carnaval. O carnaval é o carro chefe do turismo nacional atraindo turistas do mundo todo gerando grandes lucros para a economia nacional.

Mas a final, o que é mesmo o carnaval? Qual a origem desta festa e o que está por trás dela? Responder estas questões à luz da Palavra de Deus é de extrema importância para quem tem teme ao Deus verdadeiro e zela pela para que Sua verdade prevaleça.

Carnaval, como o próprio nome diz é festa, uma mostra, uma celebração da carne – “CARNE VALE “carnis” do grego significa carne e “valles” significa prazeres.” -. É um período em que a população, principalmente nas grandes cidades do Brasil festeja e se de dedica aos prazeres. Para quem gosta mesmo, é tempo de extravasar, se entregar à festa, às danças, à cobiça. Numa linguagem froidiana é tempo de liberar O IDE (instintos, impulsos sexuais, não frear a busca pelo prazer imediatista) Seria  ainda deixar fluir o “O INSTINTO DE VIDA”, A LIBIDO, ou mesmo o O THANATOS (agressão, morte), ou seja, vale tudo que for bom para a satisfazer o apetite carnal. Só não vale reprimir desejos.

Nesta época aqui no Brasil, geralmente antes da abertura da festa do carnaval, os prefeitos das cidades, num cerimonial simbólico entrega uma grande chave ao rei do carnaval, chamado de Rei Momo – “filho do sol e da noite”. Este personagem originário da mitologia grega “é conhecido como o deus da sátira, do sarcasmo, do culto ao prazer e ao entretenimento, do riso, da pilhéria, das críticas maliciosas, etc. Segundo a história, ele tinha o costume de criticar os feitos de outros deuses. Uma vez, solicitado para opinar sobre obras de Zeus, Atena e Prometeu, fez-lhes severas críticas. Irados, os deuses o expulsaram do Paraíso, vindo ele cair no planeta Terra. Dizem que veio para tirar o sossego dos homens. Será?”. Neste particular há uma “Grande coincidência” com o que diz a Bíblia. Está registrado em Apocalipse 12 que numa grande peleja que aconteceu no céu entre o anjo Miguel e um ser chamado de Dragão, este ser que se levantou contra o Deus Altíssimo, foi expulso da presença de Deus para a terra junto com os seus anjos e por causa disso a terra sofreria terrivelmente com a sua presença, visto que ele está carregado de ira e malignidade e no pouco tempo que resta ele perturbaria toda a terra. Este ser é chamado de “O Grande Dragão, A antiga serpente, diabo, satanás e o sedutor de todo o mundo (Veja Apocalipse 12:7-12). Já na Roma antiga, o Momo tinha que ser obeso. Eles elegiam o mais belo soldado da tropa para ser coroado rei Momo. O escolhido no seu curto período de tempo podia brincar, comer, beber, fazer o que tivesse vontade. No final da festa este rei seria sacrificado no altar do deus Saturno. Em apocalipse falando do Grande Dragão, o seu fim será de sacrifício no lago de fogo e enxofre, onde sofrera o castigo da justa ira do Deus Todo Poderoso – “O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontra não só a besta como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos” (Ap.2:10).

Vamos direto ao assunto. O Brasil, país gigante e glorioso, durante a semana do carnaval, praticamente cinco dias úteis se põe de joelhos diante do deus Mamon (riqueza, materialismo), do “rei Momo”, símbolo do sarcasmo, sátira, prazer e insulto ao Deus santíssimo. Discute-se a relevância do carnaval do ponto de vista cultural, econômico, turístico… Mas não há espaço para discutir e refletir os malefícios do carnaval numa perspectiva bíblica da verdadeira espiritualidade. Dentro de uma visão espiritual, o carnaval é um culto a satanás recheado do que ele mais gosta, do que mais lhe sacia e lhe dá prazer: As obras da carne. O Apóstolo Paulo escrevendo aos Gálatas faz um contraste entre as obras da carne e o Fruto do Espírito, em outras palavras, entre o que agrada a carne, o mundo e o diabo e o que agrada e dá prazer ao Deus Triuno. Assim diz a Palavra de Deus: “As obras da carne são conhecidas e são: Prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já outrora vos preveni, que não herdarão o reino de Deus, os que tais coisas praticam” (Gl.5:19-20). Eu desafio a quem quer que seja a apontar um só item deste catálogo das obras da carne que não aumenta de forma volumosa a sua prática durante o carnaval!  Tanto é assim que o governo gasta milhões em campanhas publicitárias para o uso de camisinhas e na distribuição delas, ou seja, faça sexo com quem e como quiser, mas use a camisinha para não prevenir as DSTs. Então quem é que se alegra quando as pessoas vão às ruas se embriagarem, brigarem, despirem-se,  prostituirem-se, venderem os seus corpos, enfeitiçarem-se  com os prazeres do pecado? A quem as pessoas estão cultuando com tais práticas? Não é só o rei momo que tinha que ser obeso. O diabo também engorda nestes dias com os pratos apetitosos do “carne vale”. Entregar as chaves da cidade ao rei momo parece insignificante do ponto de vista da cultura, do folclore, do mito da festa, mas do ponto de vista espiritual, é entregar as chaves da cidade ao diabo para cirandar e usar as pessoas para insultar, desfazer, ridicularizar não a Zeus, o principal deus do panteão grego, mas a Deus, o Criador do universo, o Senhor absoluto das nossas vidas. Deus criou o homem e a mulher de forma extraordinariamente sábia, mas o espírito de momo usa a figura da mulher para vender a imagem do Brasil ao turismo internacional como sendo um país libertino e imoral. O turismo sexual enriquece os insanos e insensatos de coração à custa maculação da dignidade da mulher brasileira, das crianças e adolescentes que são exploradas sexualmente nesta época e vendidos como escravos dos mercadores da ganância.

Atentemos para o que diz o texto: “… Os que praticam tais coisas não herdarão o reino de Deus”. Na sequência do texto sagrado o Apóstolo Paulo escreve sobre o Fruto que produz àquele que tem um caráter semelhante ao de Cristo. Em essência Cristo era e praticava tudo isso: “Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gl.5:22). Quem é de Deus renuncia os prazeres da carne, porque não vive mais para agradar a si mesmo e sim a Ele – “Os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências”. Fico estarrecido e lamentando quando vejo artistas, figuras famosas do meio artístico brasileiro que vão a programas de televisão dizendo-se evangélico(as) saindo em defesa do nudismo artístico, da sensualidade e da pornografia. Ainda dizem que Deus não se preocupa com isso. Parafraseando um professor de seminário quando estudava em Recife diria que estas pessoas devem ter se convertido ao “pornoevangelho”, e não ao verdadeiro evangelho de Cristo. Propagam as boas novas de deuses mitológicos, sujos, impuros. Estas pessoas precisam das boas novas de Salvação exclusivamente em Cristo Jesus.

Segundo o calendário católico a quaresma (período de quarenta dias que antecede à páscoa dedicada a jejuns, penitência e práticas piedosas como esmolas, orações, etc.) tem início na quarta-feira de cinzas, o dia da ressaca do carnaval. A ideia implícita é que antes de chegar o tempo de jejuns e abstinências dos prazeres da carne, faz-se uma grande festa para pecar, ocasião onde as pessoas queimam todas as suas energias nos prazeres da carne até o dia das cinzas. O carnaval começa com o rei momo recebendo a chave das cidades e termina na quarta-feira de cinzas. O tal rei momo no pouco tempo que tem para agir quebra tudo, ou melhor, queima tudo, deixando pelas ruas das grandes metrópoles brasileiras rastros de cinza e destruição.

Fica a reflexão e alerta aos verdadeiros seguidores de Cristo que não querem contaminar-se com o carnaval. Não nos convém assentar-se com nossa família à frente da televisão para assistir a folia dos liberais a seduzir a nação a blasfemar contra Deus. A Palavra de Deus diz que não devemos ser cúmplices nas obras infrutuosas das trevas. Nosso fruto é o Fruto do Espírito – “Retirai-vos dela povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participantes dos seus flagelos” (Ap.18:4).

Oremos pelas autoridades constituídas para que vivamos tranquila e mansa com toda piedade e respeito (I Tm.2:1-5). Se os governantes do Brasil amassem mais as pessoas do que as coisas, se vissem o ser humano com dignidade e respeito, se entendêssemos que uma vida vale mais que uma festa de carnaval inteira em todos os estados da nação, não teríamos tantas vítimas de catástrofes naturais como a que tivemos recentemente no Rio de Janeiro. O país gasta milhões com festas para incentivar turismo, entretenimento e em consequência aumenta as filas dos SUS nos hospitais e postos de saúde abarrotados de adolescentes grávidas, filhos sem pai, mulheres vítimas de abortos; agressões, doenças sexualmente transmissíveis, acidentados no trânsito, alcoólatras, drogados e incontáveis vítimas dos que se deixam seduzir pelo Grande Dragão, o destruidor. Á luz da Bíblia o carnaval é o que sempre foi desde a sua origem: anarquia, sarcasmo, culto ao prazer, libertinagem, extravagância e blasfêmia contra o verdadeiro Deus.

 

Rev. Cloves Azevedo de Oliveira

 

 

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