Comunidade de Pastores para o Avanço do Reino – Rick Warren

Por em 21 / fevereiro / 2017

Somente o Espírito Santo pode criar uma verdadeira comunhão en­tre os pastores, mas ele processa isso através das escolhas e compromissos que fazemos. Paulo trata dessa dupla responsabilidade: Vocês estão unidos na paz por meio do Espírito. Esforcem-se, portanto, para con­tinuar unidos desse modo. (Efésios 4.3) É necessário tanto o poder de Deus quanto o nosso esforço para produzir uma comunidade de pastores comprometidos com o Reino de Deus.

Infelizmente, muitos lideres são formados em um ambiente onde os relaciona­mentos são doentes, então carecem das habilidades relacionais ne­cessárias à verdadeira comunhão. Eles devem ser ensinados a lidar e se relacionar com os outros colegas, afinal, somos todos da família de Deus. Felizmente, o Novo Testamento é repleto de instruções sobre como partilhar uma vida. Paulo escreveu: Escrevo-lhe estas coisas, [para que] saiba como viver na família de Deus. Essa família é a igreja. (I Tm 3.14,15)

Se você está cansado de comunhão fajuta e gostaria de cultivar e viver em uma comunidade de pastores onde exista uma comunhão verdadeira, será necessário fazer algumas escolhas difíceis e assumir alguns riscos.

 

É PRECISO AGIR COM SINCERIDADE. Você deverá ter uma grande dedicação a falar a verdade de forma carinhosa, mesmo quando preferir passar por cima de um problema ou desconsiderar um assunto. Embora seja muito mais fácil permanecer em silêncio enquanto os outros colegas à sua volta prejudicam a si próprios e aos ou­tros com alguma prática pecaminosa, essa não é a atitude de amor a ser tomada. Poucas pessoas podem contar com alguém que as ame o suficiente para dizer-lhes a verdade (mesmo quando a verdade machuca), então continuam em caminhos de autodestruição. Nós frequen­temente sabemos o que precisa ser dito a alguém, mas nossos temo­res nos impedem de dizer. Muitas associações, grupos, e até comunidade de pastores são danificadas pelo medo: ninguém tem coragem de procurar o colega e falar o que sabe, enquanto a vida dele que é um membro se desmorona.

A Bíblia nos manda falar a verdade em amor, (Efésios 4.15) porque não pode­mos ter uma comunidade de pastores sem sinceridade. Salomão disse: A respos­ta sincera é sinal de uma amizade verdadeira. (Provérbios 24.26NTLH) Algumas vezes, isso significa importar-se a ponto de carinhosamente questionar aquele que estiver pecando ou sendo tentado a pecar. Paulo diz: Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espiritu­ais, deverão restaurá-lo com mansidão. (Gálatas 6.1,2)

Muitas comunidades, grupos e associações permanecem superfici­ais por terem receio de conflitos. Toda vez que uma questão vem à tona e pode causar tensão ou desconforto, é imediatamente enco­berta, a fim de preservar uma falsa sensação de paz. O Sr. “Panos Quentes” intervém e tenta aplacar os ânimos. O assunto nunca é resolvido, e todos vivem com uma frus­tração dissimulada. Todos sabem do problema, mas ninguém fala sobre ele abertamente. Isso cria um ambiente doentio de segredos, onde floresce a fofoca. A solução de Paulo era direta:

Chega de mentiras, chega de fingimento. Fale a verdade ao seu próximo. Afinal, no corpo de Cristo, estamos todos ligados uns aos outros. Quando você mente para os outros, você acaba mentindo para si mesmo. (Efésios 4.3)

A verdadeira comunhão, seja no casamento, seja na amizade, seja na sua igreja, seja na comunidade de pastores, depende da franqueza. Na verdade, o túnel do conflito é a travessia para a intimidade em qualquer relacionamento. Até que vocês se importem o suficiente para confrontar e solucionar os obstá­culos encobertos, jamais ficarão íntimos uns dos outros. Quando um conflito é tratado corretamente, crescemos em intimidade uns com os outros ao enfrentar e resolver nossas diferenças. A Bíblia diz: No fi­nal, as pessoas valorizam a sinceridade mais que a bajulação. (Provérbios 28.23)

Franqueza não é uma licença para dizer o que você quer, onde quiser e sempre que quiser. Não é grosseria. A Bíblia diz que existe um tempo certo e um modo certo de fazer cada coisa. (Eclesiastes 8.6) Palavras impen­sadas deixam feridas permanentes. Deus nos manda falar uns aos outros na igreja como carinhosos membros da mesma família: Não repreenda asperamente o homem idoso, mas exorte-o como se ele fos­se seu pai; trate os jovens como a irmãos, as mulheres idosas como a mães, e as moças como a irmãs. (I Tm 5.1,2)

Lamentavelmente, muitas comunidades foram destruídas por falta de honestidade. Paulo teve de re­preender a igreja de Corinto pelo seu código de silên­cio passivo, ao permitir a imoralidade em sua comuni­dade. Visto que ninguém tinha coragem de enfrentar o problema, ele disse: Vocês não podem simplesmente virar para o outro lado e esperar que isso vá embora por si mesmo. Exponham a situação e lidem com ela […] melhor a desolação e o constrangimento do que a condenação […] Vocês deixam isso passar como sendo algo pequeno, mas é tudo, menos pequeno […] Não deveriam agir como se tudo estivesse tranquilo, quando um de seus companheiros cristãos é promíscuo ou delinquente, é impertinen­te com Deus ou indelicado com os amigos, quando se embebeda ou se torna ganancioso e voraz. Vocês não podem simplesmente concordar com isso, agindo como se fosse um comportamento aceitável. Não sou responsável pelo que fazem os de fora, mas não teríamos alguma res­ponsabilidade por aqueles de dentro de nossa comunidade? (1 Corintios 5.3-12)Msg.

 

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